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Indústria de Manaus protege a floresta amazônica, afirma estudo
sábado, 13 de setembro de 2008
Hudson Braga
O Pólo Industrial de Manaus (PIM), implantado com o modelo de desenvolvimento econômico regional Zona Franca de Manaus, em 1967, como estratégia para ocupar a região menos desenvolvida do País, foi fundamental para que não ocorresse uma devastação ambiental sem precedentes na floresta amazônica.
Após quatro décadas como alternativa econômica à indústria madeireira e mineral que predomina em partes da Amazônia brasileira, o parque fabril evitou que pelo menos 70% da floresta no Estado do Amazonas, o maior do Brasil, com 1,5 milhão de quilômetros quadrados, fosse ao chão. Exagero? Não! É o que atesta o estudo “Impacto virtuoso do Pólo Industrial de Manaus sobre a proteção da floresta Amazônia: discurso ou fato”, lançado nesta ontem, na quarta Feira Internacional da Amazônia (Fiam), que acontece em Manaus até neste sábado, dia 13.Marcadores: Notícia
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O valor da floresta em pé
Considerando o valor do hectare de floresta calculado por estudos internacionais, a área que o PIM ajudou a preservar significou uma economia de até US$ 158 bilhões para a humanidade entre 2000 e 2006, período de desmatamento na Amazônia analisado pelo estudo.
As florestas são fundamentais para a manutenção, por exemplo, do ciclo das águas e o controle na emissão de carbono, que afetam atividades como a agricultura e agravam a qualidade de vida. O trabalho, que levou um ano para ser concluído, foi financiado pela fabricante finlandesa de aparelhos celulares Nokia, com fábrica em Manaus, e coordenado em conjunto pela Superintendência da Zona Franca de Manaus (SUFRAMA), autarquia que gerencia a política de incentivos fiscais do Pólo Industrial de Manaus; Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), do governo brasileiro; e por especialistas do Projeto Piatam, de pesquisa sócio-ambiental mantido pela Petrobras. O trabalho foi validado por especialistas da Europa e continente americano.Marcadores: Notícia
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Transporte ribeirinho
sexta-feira, 12 de setembro de 2008
Texto da luz As canoas, nos rios amazônicos, têm a mesma função dos carros no meio urbano. Essas embarcações transportam cargas e passageiros em viagens de curta distância. Atualmente, parte significa dessa frota é movida por “motores rabetas”. Na foto, o Porto da cidade de Silves (AM).
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Diferença e sensibilidade
Wilson Nogueira*
A diferença deve aguçar a sensibilidade. Esse estado de espírito conduz à tolerância, ao senso de justiça, a gestos magnânimos e à tão sonhada unidade na diversidade. A diferença não deveria (nunca!) despertar sentimentos de inferioridade nem de superioridade. Por isso, o respeito à pluralidade constitui-se na meta humana do tamanho do tempo: interminável! E a indignação de cada um é o meio para persegui-la diariamente.
Os fatos demonstram que o Estado brasileiro precisa agir de forma mais célere, por meio de políticas públicas e do aperfeiçoamento das leis, para incluir e garantir segurança social às minorias. Aliás, não são poucos os segmentos minoritários da sociedade brasileira. Detenho-me, entretanto, na questão indígena, tema das discussões do dia-a-dia por conta do julgamento, pelo Supremo Tribunal Federal, do recurso dos arrozeiros de Roraima que reivindicam o fatiamento da Terra Indígena Raposa Serra do Sol.
Testemunho reações das mais bizarras e, quem sabe, até ingênuas. Não as repetirei, aqui, porque elas são assuntos recorrentes nos jornais, no rádio, na TV e na Internet – e, é claro, nas paradas de ônibus. “Mas pra que mesmo tanta terra para pouco índio?’’. Isso seria até de menos. Duro mesmo é saber que as populações das etnias do Vale do Javari estão, em sua grande maioria, contaminadas por vírus de hepatites e, em razão, disso condenados à morte.
Nas cidades do Alto Solimões, grupos de índios mendigam pelas ruas e dormem em abrigos improvisados. Contam-se nos dedos os olhares sensíveis para essa situação de degradação humana. A família indígena que se abriga no trapiche da cidade ribeirinha, por exemplo, é acordada no meio da noite para dar lugar a mercadorias que chegam pelo barco de recreio. “Os índios só atrapalham”, debocha um comerciante.
Essas pessoas se deslocam das aldeias às cidades em busca de alimentos e de socorro médico. Afinal, é compreensível que não compactuem com a morte anunciada em razão do desprezo do Poder Público. A cidade é, em muitos casos, a única chance de sobrevivência das populações tradicionais, espoliadas dos recursos naturais que detinham havia muitos séculos.
Raposa Serra do Sol é mais um episódio dessa história que começa em 1500. Por sinal, uma história recheada de distorções, entre elas, as que tentam deslegitimar os índios como portadores de uma tradição cultural e integrantes da formação social do País. Os índios, assim como os negros, são apresentados pela história oficial como elementos negativos da Nação. Às instituições do Estado Brasileiro cabe a implantação de ações que inibam a sociedade a pensar a diferença como fator de superioridade ou de inferioridade.
Por fim, nunca será demais lembrar que as contradições da história se revelam no cotidiano, e, costumeiramente, em lugares e em situações insuspeitas.
* Sociólogo, jornalista e escritor.
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Propaganda: caso tipicamente brasileiro
quarta-feira, 10 de setembro de 2008
Valmir Lima*
Está cada vez mais difícil fazer campanha eleitoral. A cada eleição, a Justiça Eleitoral aperta o cerco contra os candidatos. O aparato rigoroso da legislação, no entanto, apesar dos benefícios que podem ser listados (e não são poucos), engessou o debate sobre aquilo que o próprio TSE “propagandeia”, na campanha disseminada no rádio e na televisão, ou seja, que o eleitor deve escolher os seus candidatos a partir de uma avaliação do seu passado.
Ora, qual candidato vai falar de seu passado sombrio, qual deles vai dizer que tem processos na Justiça, que atentou contra a vida de outra pessoa, que roubou quando teve oportunidade, que apresentou um projeto de lei em benefício próprio, que explorou sexualmente adolescentes, que bateu na mulher, que votou contra os professores e os profissionais da saúde...
Quem poderia dizer alguma coisa sobre a vida pregressa de determinados candidatos seriam os adversários e os meios de comunicação, através de um jornalismo independente. Mas isso é possível no Brasil na conjuntura atual? Os fatos têm mostrado que não. Qualquer candidato que se arvore a mostrar a “verdadeira identidade” de seus adversários é contestado judicialmente e corre risco de perder seu escasso e precioso tempo de televisão. Por isso, temos visto na propaganda eleitoral no rádio e na TV os candidatos se referirem aos adversários sem citar nomes: são sempre eles. “Eles não fizeram...” “Eles estão prometendo...”
Na mídia, de modo geral, também não se tem visto nada sobre o passado dos candidatos. Só as propostas são aceitas no noticiário, mesmo que soem absurdas, como a de criar o bolsa família municipal para dar R$ 6 milhões por mês às famílias de baixa renda de um município que não dispõe de recursos para atender a demanda de sua gente com saúde. Os que ousaram criticar determinado candidato sofreram as conseqüências: multas para a emissora ou retirada do programa do ar (aqui não se está analisando o mérito da decisão. Sabe-se que alguns programas abusaram do poder que têm para favorecer determinado candidato).
Por conta dos riscos que se corre ao apresentar a verdadeira face dos candidatos, a campanha eleitoral em Manaus tornou-se um engodo, resumindo-se à apresentação de propostas que podem ser ou não cumpridas.
Não se diz, por exemplo, que o candidato “X” (olha eu aqui também me policiando) prometeu a mesma coisa tempos atrás e não cumpriu. Não se diz que o outro foi cúmplice do ex-prefeito que fez inúmeros projetos superficiais e jogou pelo ralo milhões de reais (o Expresso, as casinhas do Médico da Família dentro da lama). Não se diz que o candidato que se apresenta como ético é o mesmo que tentou, numa sombria madrugada, presentear-se com um salário vitalício. Não se relembra nem as promessas feitas e não cumpridas pelo atual chefe do Executivo municipal. Fala-se genericamente de coisas e de pessoas, sem citar nomes, exatamente como faço aqui.
A Justiça Eleitoral é dura e eficiente em tempo pré-eleitoral, mas age para proteger os candidatos que mentem, que enganam, que tentam ludibriar os eleitores, que gastam muito dinheiro com advogados para atuar nos tribunais eleitorais. Nada faz contra os candidatos com “ficha suja”, não permitindo, sequer, a divulgação de informações sobre sua vida pregressa. Considera propaganda negativa, coisa que a lei proíbe. Só é permitida a propaganda positiva.
Se o eleitor quiser saber a verdadeira identidade dos candidatos para escolher (como sugere a propaganda do TSE) aquele que não vai lhe fazer sofrer durante quatro anos, tem que se virar. É um caso tipicamente brasileiro.
*Jornalista, professor universitário e mestre em Sociedade e Cultura na Amazônia.Marcadores: Artigo
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Vender o voto também é crime
terça-feira, 9 de setembro de 2008

Massilon de Medeiros Cursino*
O artigo 299 do Código Eleitoral Brasileiro (Lei 4.737/65) diz que é crime: “Dar, oferecer, prometer, solicitar ou receber, para si ou para outrem, dinheiro, dádiva ou qualquer outra vantagem, para obter ou dar voto”. Assim, analisando verbo a verbo o artigo, pode-se inferir que não é crime somente comprar o voto, mas também vendê-lo configura-se na mesma ilegalidade, sujeitando o infrator a igual sanção penal.
Destarte, não adianta fiscalizar tão somente o candidato, rotulando-o e generalizando a figura do político à de um ser corrupto. É necessário inibir a prática de quem solicita ou recebe a vantagem ou dádiva em troca do voto, um instrumento democrático que, se bem utilizado, é uma arma eficiente em favor do cidadão.
Aqueles que dizem estar estudando as promessas do candidato, em vez de as propostas de um plano de governo ou de leis, devem estar cientes de que a corrupção é uma adulteração da lei, a qual se apresenta por meio de mais de uma face, ou seja, pode ser ativa ou passiva.
É de se questionar: será que apenas os políticos são os culpados pelas filas em seus comitês e em suas portas? Será que não é hora de fiscalizar também os eleitores venais, os atravessadores de votos e os cáftens eleitorais?
O saudoso senador Jefferson Péres era enfático ao afirmar que “políticos honestos são uma espécie rara, porque o eleitor sério também está em processo de extinção”. Visto desse ângulo, a permanência desses cânceres políticos no poder deve-se à em grande parte à cumplicidade dos maus eleitores que se vendem como mercadorias baratas.
É preciso que fique bem claro: não existem, exclusivamente, políticos ou candidatos corruptos. Infelizmente, há também eleitor que vicia o processo eleitoral, pois quem comete o despropósito de vender o seu voto, além de ajudar um mau político a se eleger, está cometendo um grave crime.
* O autor é Economista, Bacharel em Direito, Pós Graduado em Gestão Pública.
Marcadores: Artigo
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Crônica de um certo Eldorado
segunda-feira, 8 de setembro de 2008

Wilson Nogueira*
Orfãos do Eldorado, de Milton Hatoum, deixa o leitor com um pé nas encantarias e o outro na dura realidade amazônica. O ambiente físico e metafísico, as personagens reais e irreais transitam com desenvoltura nos mundos manejados pelo experiente ourives das palavras. Vila Bela e seus bairros, ruas, becos, lugarejos e arredores são paisagens familiares, seus odores atiçam saudade, lembranças e visagens. Qual mortal não se perturba com esses fantasmas?
Lê-se Milton Hatoum de um único fôlego. Não é de hoje que esse amazonense nascido em Manaus cativa leitores no Brasil e em outros países. Foi assim com Relatos de Um Certo Oriente (1990), com Dois Irmãos (2001), com Cinzas do Norte (2005) e, recentemente, com Órfãos do Eldorado. Os elementos que compõem suas narrativas – imaginação, estilo literário e tramas – transmitem inquietude ao leitor: esse estado psicológico que o faz perguntar e procurar nexos entre a fantasia e a realidade. Inútil, mas necessário exercício, porque os neurônios, agitados, encaminham-se sempre para o impossível.
Eldorado seria uma invenção indo-européia para fundamentar a existência exótica e fantástica do Novo Mundo. Eldorado seria a re-significação, no imaginário indígena-caboclo, da possibilidade de retornar ao paraíso, lugar justo, belo, farto, mas, talvez, recanto da solidão. Eldorado seria um navio gigante, feito de aço, que singra os rios da Amazônia, de porto em porto, a desembarcar a esperança e a semear a saudade nos que partem e nos que permanecem nos beiradões; tão forte aos olhos dos que assistiram estupefatos às proezas dos séculos modernizantes, porém, frágil perante o imponente rio Amazonas.
O naufrágio do Eldorado, que retorna ao fundo do rio, metaforiza a derrota da elite que mamou látex e sangue humano nos seringais dos altos rios amazônicos. O destino dos Cordovil sintetiza as contradições de ciclos econômico-sociais ficcionais, por sinal, muito semelhantes a realidades igualmente perturbadoras. O fausto da borracha, a decadência dessa economia em razão da colheita do látex da Ásia, a cultura da juta indiana nas várzeas e o retorno da economia do látex, por intermédio dos norte-americanos, na segunda guerra mundial, são tecidos por Hatoum nos delírios e na vida ordinária dos seus personagens.
O fio do novelo desfia-se, ora suave, ora torto ou emaranhado, nos devaneios de Arminto, o narrador, por Dinaura, índia órfã que, até sumir, vivia com freiras carmelitas de Vila Bela. Arminto, filho do armador e fazendeiro Armando, vive os altos e baixos impostos pelos caprichos de seu pai, típico falso-moralista, e pelo vaivém dos humores do capitalismo colonialista. Dinaura, esculpida com matéria do fundo do rio e perfumada com essências amazônicas, encarna anjos e demônios que transtornam Arminto, deixando-o refém de um joguete entre a insanidade e a lucidez. Esse é o dilema da vida. Não há como escapar dele se quisermos viver perigosamente.
Armando (pai), Arminto e Florita (ama e verdadeira amada de Arminto), entrelaçados ao passado dos outrora bem-sucedidos Cordovil, chegam ao fim da novela do lado da decadência de um certo estilo de vida, que, nos trópicos, não passou de uma quimera, para relegados e agregados: “...Depois ela (Frorita) ia embora. Ciumenta e orgulhosa, empurrando o tabuleiro. Nunca mais lhe dei moedas, nem pedi um centavo. Agora éramos iguais”.
Enfim, Órfãos do Eldorado é um livro sem extensão e sem duração: ele habita o pensamento de cada um de nós que encara a vida de forma tolerante, sem arrogância e sem preconceito de estar no mundo, frente a frente com o outro. Nesse aspecto, só nesse aspecto, Hatoum não mais surpreende.
* Sociólogo, jornalista e escritor. Marcadores: Crônicas
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“Eu também sou um herói”
Neuton Corrêa*
Aquiles, um vendedor de jujuba, tem a boca um pouco puxada para a esquerda, pernas atrofiadas, joelhos quase encostando ao chão e calcanhar apontado para cima. Apesar da boca torta, sua voz lhe permitia uma comunicação fluente. Carregava no braço direito uma caixa de sapatos cheia de jujubas Dori, pastilhas de hortelã e pacotes de bala de mangarataia.
O ônibus, um 651 (Zona Leste-Zona Sul), estava superlotado. Nessa época, julho de 2005, eu caçava histórias do cotidiano urbano para um jornal popular que seria impresso em Manaus. No meio de tanta gente, olhava atento para as pessoas penduradas. Queria descobrir ali um caso interessante. Ouvi então: “Olha aí, gente, vocês se lembram de mim? Sou o Aquiles!”.
Aquela situação era tudo o que eu queria encontrar. Ele fugia do comum. Não era daqueles vendedores que sobem e começam a falar o texto decorado: “Gostaria de um minuto de sua atenção e um pouco de sua colaboração. Isso que acabei de deixar com vocês são as deliciosas jujubas Dori e etc et al”. Não! Ele era diferente. “Sou o Aquiles”. Era uma frase de afirmação incomum! Além disso, ele era o Aquiles.
Era inevitável não associar esse nome ao da personagem homérico da Ilíada, da Guerra de Tróia. Esse, sim, era um herói, ou melhor: o ideal de herói, o melhor de todos os guerreiros gregos. Já o nosso Aquiles, não. Nem correr podia. Ele andava agachado e com a ponta dos pés. Mas eu estava enganado.
Depois fechar a fatura, o vendedor de balas trocou algumas palavras com o motorista e desceu. Para mim, ainda faltavam umas cinco paradas, mas mesmo assim resolvi desembarcar.
Já na parada, o abordei:
- Tudo bem? Ele, desconfiado, nada falou. E eu insisti: - Posso falar com você? - Não, vou pegar outro ônibus. Usei outra estratégia. Lembrei que ele gostava de afirmação e o elogiei: - Você vende muito bem! E o gelo, então, foi quebrado. - É. O pessoal já me conhece.
Eu procurei aproveitar a brecha que ele havia me dado: - Você já ouviu falar no Aquiles, aquele da história da Guerra de Tróia? - Já, já ouvi. Mas eu também sou um herói!
Entusiasmei-me com a convicção dele e perguntei o porquê e ele explicou: - Eu é que sustento a minha família. - Como assim? - Meu pai deixou a minha mãe assim que eu nasci. Não sei por quê! Minha mãe...
Tentei saber, mas preferi deixá-lo prosseguir a sua epopéia. Cada um de nós tem uma epopéia. E continuou: - Moro com a minha avó, eu e o meu irmão. O meu irmão é mais velho do que eu, é bom das pernas, tem saúde, mas não trabalha. E quem sustenta todo mundo lá sou eu.
Ele rapidamente parou a conversa e me perguntou: - Qual é aquele ônibus? E eu o informei: - É o 015. - Pô, cara, vou nessa. Esse passa lá perto de casa! Ainda tentei convencê-lo a ficar mais um pouco, mas ele me cortou: - A gente se encontra de novo.
* Filósofo, estudante de jornalismo e mestrando em Sociedade e Cultura na Amazônia/Ufam.Marcadores: Crônicas
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