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NÃO ESTOU SÓ!!!!!
quinta-feira, 6 de novembro de 2008
Gerson Severo Dantas*
A minha cruzada mesopotâmica contra as traquinagens da bossa nova, esse gênero musical de terceira categoria e que se vende como filé mignon, ganha adeptos. Como adiantado aqui neste TEXTOBR, o velhaco-mor da bossa velhusca, que atende pelo nome de João Gilberto, que vive em Nova York e só vem ao Brasil ganhar dinheiro e humilhar os bestões, foi destroçado pelo compositor Lobão em debate na Flop. Mais: no mesmo debate, Nelson Motta, talvez o melhor entendedor de música do País, confirma, em grande parte, minhas críticas. Livra apenas a cara de Gilberto (vixe, vixe – com a licença do taquiprati), Tom Jobim e Vinícius de Moraes – este último reverencio por sua produção em samba. “Menescal e Carlos Lyra são de segunda”, diz Nelson. Leia mais sobre essa discussão no Blog do Noblat.Marcadores: Notícia
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Segunda edição de Órfãos das Águas será lançada no Flifloresta

O jornalista Wilson Nogueira lançará, no 1.º Festival de Literatura Internacional da Amazônia ( Flifloresta), a segunda edição da obra infanto-juvenil Órfãos das águas. O Flifloresta será realizado no período de 17 a 23 deste mês, no Parque Municipal dos Bilhares, em Manaus.O livro, atualmente esgotado, atingiu a marca dos dois mil exemplares vendidos e foi adaptado para o teatro pelo Grupo Artes e Mythos da Amazônia, com o título de Yawê, o pequeno peixe-boi. A peça conquistou o título de Melhor Espetáculo do Festival Internacional de Teatro Infantil da Amazônia, em 2006. Órfãos das águas também foi adotado pela Fundação DjalmaBatista como parte do material de formação dos pequenos guias florestais do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia, em 1997. Segundo Nogueira, a idéia do livro é estimular o leitor infanto-juvenil a fazer uma reflexão crítica sobre a preservação do meio ambiente. “A natureza não deve estar somente a serviço dos seres humanos”, disse o autor.
O diálogo entre os saberes tradicionais e o conhecimento científico é um dos temas que se sobressaem no livro.“Meu propósito é oferecer uma opção às narrativas infanto-juvenis que evidenciam a figura do super-poderes. Porém, tive a preocupação de preservar o aspecto lúdico dos enredos desse gênero literário”, explicou Nogueira. Narda Telles e Paulo Queiroz, diretores do Grupo Artes e Mythos da Amazônia, afirma que essa obra causa impacto no leitor do começo ao fim. A narrativa e o conteúdo do texto motivaram os dois a fazer a adaptação do texto para o teatro. Primeiro, com o título homônimo, depois com Yawê, o pequeno peixe boi. O prefácio da segunda edição é de autoria dos dois atores.
Nogueira afirmou que adaptação foi uma surpresa agradável. “A peça amplia a mensagem do livro”, disse. O autor disse que a peça lhe influenciou de imediato: “Inspirei-me na peça para criar o episódio O encanto da cobra, que foi incluído na segunda edição”.
Autor Wilson de Souza Nogueira nasceu em Parintins (AM), em 1958. Ele é autor dos livros Órfãos das Águas (1997), Andaluz (2005) e Festas Amazônicas – boi-bumbá, ciranda e sairé (2008). Órfãos das Águas e Andaluz são do gênero ficção. “Escrevo para viver mais, para combater o estresse”, resumiu Wilson, que escreveu os dois livros no intervalo da atividade jornalística. Festas Amazônicas é o resultado da sua dissertação para a obtenção do título de Mestre em Sociedade e Cultura na Amazônia, programa da Universidade Federal do Amazonas (Ufam).O autor também é professor do Ensino Superior.
Nogueira atuou na imprensa de Manaus como repórter e na função de direção de redação dos jornais A Crítica, Diário do Amazonas, Amazonas em Tempo e Jornal do Commercio. Atuou, também, como correspondente dos jornais Folha de São Paulo, de São Paulo, e Correio Braziliense, do Distrito Federal.Conquistou o Prêmio Essso de Jornalismo de 1993, Região Norte, e o Prêmio Suframa de Jornalismo de 1985 e 1987,
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A crise e os mapas
Wilson Nogueira*
A política é cruel. A economia também. O jogo dos que as detém é duro. E o povo que se dane! Políticos e empresários tentam arrancar do governo, a qualquer custo, declarações alarmistas sobre a crise mundial. Há setores (ora se há!) que gostariam de ver o Presidente Lula conclamando, em rede nacional de TV, a população a desistir das compras do Natal e do Ano Novo. Mas o Presidente insiste na injeção de ânimo; sugere que os brasileiros continuem comprando. Lógico: se o dinheiro circula, o setor produtivo se mantém de pé.
O terror econômico é instrumento dos que especulam no mercado financeiro mundial. Esse pessoal quer que o setor produtivo se lixe. A lógica dessa economia de motel (credito essa expressão ao professor Wilson Cano) é multiplicar dinheiro a mil por hora, sem contrapartida social, sem remorsos e sem escrúpulo. É bom que se diga, também, que, no finalzinho das contas, todo o sistema econômico é sensível às oscilações do mercado. A tabuada dos capitalistas só tem casas de soma e multiplicação.
Pois bem: o presidente optou pelo discurso cauteloso, embora tenha feito piada em lugar e momento impróprios. Pelo que se vê, lê e ouve nas entrelinhas dos conteúdos de meios influentes, há muita gente torcendo para ver um Lula apocalíptico. Está evidente que a crise de crédito nos Estados Unidos afeta e continuará afetando o mundo por algum tempo. Mas reclamar que o Presidente acuse os efeitos de um provável golpe fatal é demais. A meu ver, o Presidente já esticou os braços além dos limites aos bancos, que, no seu governo, cresceram de forma astronômica.
O governo deveria agir, por exemplo, para impedir ou ao menos dificultar demissões em massa nessa fusão Itaú-Unibanco.
Mas voltemos à crise. O clima, para o Brasil, não é de catástrofe. Poderá até vir a ser, mas não é neste momento. Mesmo assim, o tilintar da maquininha de remarcação de preços já pode ser ouvido nos supermercados e tabernas. E vejam que Luís Inácio falou que ela ainda não é uma tsunami. Quem poderia conferir se esses aumentos se justificam ou não? Ninguém. A economia é de mercado, ela é guiada pela mão invisível, que, por sinal, fica muito visível na hora de recorrer aos estados, aos contribuintes, para cobrir os rombos causados por decisões irresponsáveis.
Manter a população otimista é complicado. Não dá para ser otimista sem dinheiro no bolso, por exemplo. Já o pessimismo se alastra como peste. Basta que alguém, com legitimidade e competência, estale os dedos anunciando-o. O ambiente negativo é propício à festa dos aproveitadores.
Dia desses, um comerciante do meu rol de amizades recebeu a visita do representante de uma editora, que lhe oferecia mapas escolares. No fechamento do negócio soube que a mercadoria estava com preço 100% maior.
– O que é isso, companheiro! – reclamou ele, assustado.
– É a crise, companheiro! – justificou-lhe o representante.
– Pois, então fique com ela pra lá, porque eu não quero que ela contamine o meu negócio.
Conversa vai, conversa vem, os mapas acabaram negociados pelo preço anterior.
*Jormalista, sociólogo e escritorMarcadores: Artigo
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