A exposição Utopias em construção: Brasília nas dobras do tempo, em cartaz no Museu Nacional da República, recebeu a visita de estudantes e professores do Centro de Ensino Fundamental Queima Lençol, na Fercal, nessa quarta-feira (9/9). Durante o passeio, os alunos exploraram fotografias, documentos, projetos e obras de arte para conhecer de perto a criação e a evolução da capital federal. Leia também Vida & EstiloAlunos de São Sebastião visitam a exposição Utopias em construção Vida & EstiloUtopias em construção: mostra apresenta obras que narram história do DF Vida & EstiloUtopias em construção: gratuita, mostra é opção de passeio neste feriadão Vida & EstiloUtopias Em Construção: alunos mergulham na história de Brasília Realizada pelo Metrópoles Arte em parceria com o Arquivo Público do Distrito Federal (ArPDF), a mostra tem curadoria de Marcus Lontra, Marília Panitz e Rafael Peixoto. Divididas nos turnos matutino e vespertino, as crianças passearam pelos principais setores expositivos: Área Monumental, Segmentos Radiais e Núcleo Documental.Alunos estudam na FercalCEF Queima LençolPela manhã, cerca de 130 estudantes, dos 8° e 9° anos, participaram da mediação e se mostraram ativamente interessados nas obras. Para a professora Neovan Valente, ao possibilitar o acesso à cultura, esse tipo de oportunidade faz com que a escola não seja vista somente pela ótica da obrigação.“Não tem como separar a educação da cultura. Então, essas saídas de campo, além de trazerem algo novo, trazem a motivação de que a escola também tem uma parte legal. Convenhamos que a escola, muitas vezes, é vista como um ambiente de rigidez, de só estudar. Essas saídas proporcionam a eles a visão de que a educação não é só estar na escola; há também essa parte de proporcionar o acesso a lugares onde eles, às vezes, nem se veem ou não se sentem pertencentes”, destacou ao Metrópoles.4 imagensFechar modal.1 de 4Cerca de 130 alunos estiveram presentes pela manhãJúlia de Mesquita/Metrópoles2 de 4CEF Queima LençolJúlia de Mesquita/Metrópoles3 de 4Estudantes são do 8° e 9° anosJúlia de Mesquita/Metrópoles4 de 4Museu Nacional da RepúblicaJúlia de Mesquita/MetrópolesA docente ainda observa que, embora não seja parte frequente da realidade dos alunos, esse acesso também impacta a rotina dentro da sala de aula positivamente. “Não há unanimidade, mas percebe-se que uma parcela dos alunos demonstra mais interesse e curiosidade por essas atividades. Isso desperta, em alguns deles, a vontade de participar mais”, comentou.Outra influência, segundo Neovan, é vista no comportamento e na formação pessoal das crianças.“É interessante porque sempre tem aqueles alunos que são um pouco mais agitados e indisciplinados. Acho que quando vêm outras pessoas — como os monitores, que são de fora —, eles ficam mais respeitosos. Por outro lado, tem uns que vêm sem vontade nenhuma, só para não ficar na escola fazendo atividade. Mas chega aqui e você consegue perceber que despertou uma ‘coisinha’: está olhando, está prestando atenção… e isso é muito legal! Inclusive, vem de alguns que a gente nem espera”, relata.A coordenadora da escola afirma que esse tipo de complementação estudantil é essencial para a formação dos alunosO impacto da exposição de acordo com os professoresPara os educadores, a visitação funciona como uma ferramenta essencial de inclusão social e pedagógica. A professora de ciências Juliana Melo ressalta que, por atenderem uma comunidade vulnerável, a escola atua como a principal ponte de acesso à cultura. Ela destaca que o contato direto com a exposição proporciona um enriquecimento valioso, oferecendo a muitos alunos a primeira oportunidade real de conhecer o Plano Piloto e a própria história da capital.A coordenadora Kaetineyse Godoy pontua que o aprendizado fora da escola torna o ensino mais dinâmico e ativo. Segundo ela, sair da sala para visualizar monumentos e documentos originais faz com que as turmas absorvam o conteúdo com muito mais facilidade do que apenas usando livros didáticos. “Acredito que muitas saídas de campo marcam para sempre”, afirma a educadora sobre o potencial prático da exposição na memória dos estudantes de escolas públicas.Além do aprendizado, a vivência presencial ajuda a despertar novas aptidões. Juliana Melo comenta que a observação das maquetes, obras de arte e dos traços arquitetônicos servem como um incentivo direto para o futuro profissional dos jovens. “Admirar essas peças estimula perspectivas diferentes, fazendo com que um aluno amplie seus horizontes ao olhar os projetos de perto e perceber que também consegue criar algo semelhante.”3 imagensFechar modal.1 de 3Exposição reúne acervo inédito sobre a construção de BrasíliaMario Fontenelle - Construção de Brasília2 de 3Exposição reúne acervo inédito sobre a construção de BrasíliaAcervo Fundação Athos Bulcão3 de 3Exposição reúne acervo inédito sobre a construção de BrasíliaAcervo Arquivo Público do Distrito Federal - ArPDFServiçoExposição Utopias em construção: Brasília nas dobras do tempoMuseu Nacional da República (SCTS Lote 2 – Plano Piloto, Brasília – DF, ao lado da Rodoviária)Entrada gratuitaVisitação de terça a domingo, das 9h às 18h30


















