Pouca vergonha

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Estudo recente analisou condições de trabalho e identificou que preocupações aumentam as chances de disfunção erétil em homens jovens

Ambiente de trabalho pode aumentar risco de disfunção erétil, aponta estudo
Ambiente de trabalho pode aumentar risco de disfunção erétil, aponta estudo · Imagem: Source: www.metropoles.com

Julia de Mesquita

Ambiente de trabalho pode aumentar risco de disfunção erétil, aponta estudo
Ambiente de trabalho pode aumentar risco de disfunção erétil, aponta estudo · Imagem: Source: www.metropoles.com

10/09/2026 14:25

Ambiente de trabalho pode aumentar risco de disfunção erétil, aponta estudo
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Publicado na Revista Internacional de Prática Clínica, um estudo recente revelou que o ambiente de trabalho pode ser uma das causas de disfunção erétil em homens jovens. Em entrevista a um portal internacional, o urologista Leon Telis explicou que a perda de ereção, muitas vezes, está associada a preocupações excessivas, incluindo as de autoestima. Assim, para muitos, o trabalho acaba se tornando uma grande fonte de estresse.

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“Uma grande parte da disfunção erétil em homens mais jovens é o que chamamos de psicossomática, basicamente induzida por estresse e ansiedade”, afirmou.

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Como foi feita a pesquisa

O levantamento avaliou 826 homens com idades entre 22 e 40 anos e trabalhos de tempo integral. Além disso, foram utilizados cinco aspectos do ambiente para determinar o nível de tensão — horas semanais trabalhadas, autonomia para tomada de decisões, apoio de superiores, relacionamentos profissionais e pressão.

Dessa forma, os participantes foram classificados em categorias de baixo estresse, médio-baixo, médio-alto e alto nível. Segundo os pesquisadores, em comparação com o grupo mais baixo, aqueles que experimentaram os maiores níveis de estresse apresentaram uma probabilidade dez vezes maior de ter problemas de ereção, com uma prevalência de cerca de 54%.

Muitos homens ficam com a autoestima afetada

O que indicam as análises

Os resultados foram baseados no fato de que, até a quarta semana, o aumento do cortisol aconteceu antes da queda da testosterona, seguida pela disfunção erétil. Entre os principais fatores, estavam a carga horária e pressão para ser promovido, tendo o grupo de alto nível trabalhado em média 65 horas semanais.

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Isso é entendido ao considerar que, com uma carga excessiva de trabalho, as pessoas podem experimentar fadiga física, privação de sono e menos tempo para fazer sexo. No caso da pressão, o sentimento desencadeia respostas emocionais que afetam a libido e a função sexual.

Ao final, os autores destacaram que a pesquisa pretende fornecer dados para alertar que homens jovens têm mais risco de lidar com a disfunção erétil psicológica.