Andreza Matais

ONGs de Karina Gama usaram verbas de emendas de deputados do PL para contratar empresas de doadores e advogado de Mário Frias, diz decisão

Andre Shalders
10/09/2026 12:28, atualizado 10/09/2026 12:43
BRENO ESAKI/METRÓPOLES @BrenoEsakiFoto
Emendas parlamentares do deputado Mário Frias (PL-SP) foram usadas pelas ONGs da produtora do filme Dark Horse, Karina da Gama, para contratar empresas pertencentes a doadores de campanha do deputado.
A informação consta na decisão do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), que autorizou a operação contra as ONGs Instituto Conhecer Brasil (ICB) e Academia Nacional de Cultura (ANC), de Karina da Gama, nesta quinta-feira (10/9).
Mencionando um convênio do ICB irrigado por emendas de Mário Frias, Flávio Dino diz que a ONG pagou, no âmbito do projeto, várias empresas pertencentes a doadores dele.
São elas a Dinâmica Editora (R$ 400.000,00), Instituto Super Poder Educacional/Super Leitores (R$ 300.000,00), MTS Assessoria (R$ 150.000,00), LF&P Consulting (R$ 80.000,00), Marcelo Machado 7 Comunica (R$ 50.000,00) e Projetus (R$ 20.000,00).
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Segundo a decisão de Dino, a Dinâmica Editora e a Editora HD Cultural são de “doadores de campanha do deputado federal Mário Frias”. Já a LF&P Consulting pertence a um advogado que defendeu Frias em várias causas, segundo a decisão.
Em outro convênio abastecido por emendas de Mário Frias, destinado a fornecer aulas de jiu-jitsu, os investigadores identificaram a contratação de uma empresa e de uma pessoa física que foi doadora de campanha dele.
A decisão do ministro Flávio Dino menciona ainda que emendas dos deputados Marcos Polon (PL-MS) e Bia Kicis (PL-DF) destinadas a um projeto da ONG Academia Nacional de Cultura em São Paulo.
Segundo a decisão, esse envio contraria a decisão anterior de Dino que determinou que as emendas fossem enviadas somente para os estados onde os deputados se elegem.


