A Frente de Evangélicos pelo Estado de Direito divulgou uma carta direcionada ao ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), na qual pede a retirada do sigilo das investigações sobre o caso Master.O grupo é composto por diferentes denominações da igreja evangélica e declarou apoio ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nas eleições deste ano. No documento, publicado nesta quinta-feira (10/9), a frente se dirige ao ministro “como irmão na fé em Jesus Cristo”. Leia também Manoela AlcântaraFachin suspende decisões de Mendonça e Dino sobre Andrei Rodrigues Mirelle PinheiroDino cita eleição, Vorcaro e causa própria ao confrontar Mendonça 11 vezes Manoela AlcântaraDino x Mendonça: as regras do STF sobre ministro derrubar decisão de outro BrasilLula cobra quebra de sigilo total no caso Master: “Doa a quem doer” O movimento de evangélicos afirma que, diante da gravidade do escândalo, cabe ao magistrado “conduzir as investigações com transparência, serenidade e imparcialidade”.O grupo também critica “vazamentos seletivos”, que, na avaliação deles, “alimentam versões, atingem adversários e transformam uma investigação em instrumento político” em meio ao período eleitoral.“O mesmo critério deve valer para todos. Não pode haver rigor para uns e proteção para outros, sejam aliados, sejam adversários, sejam ministros, sejam candidatos, sejam irmãos na fé”, diz a carta.“Por isso, pedimos a retirada do sigilo das investigações. Que sejam conhecidos os documentos, as mensagens, as decisões e as relações de todos os envolvidos”, prossegue.Por fim, o grupo argumenta que a fé “não deve ser usada para levantar suspeitas contra outros irmãos”. “Também não pode servir de escudo, palanque ou instrumento eleitoral. O Deus a quem servimos não precisa de proteção do Estado. É o Estado que precisa da justiça e da verdade ensinadas por Ele.”O documento segue a linha do posicionamento de Lula sobre a crise que se abateu sobre a Suprema Corte. Em manifestação nessa quarta, o presidente cobrou a quebra completa do sigilo das investigações sobre o Master, “doa a quem doer”. O petista também reclamou de vazamentos seletivos.








