Milena Teixeira

Campanha planeja explorar informações do caso Master e prepara programa de Lula sobre segurança pública

Milena Teixeira

12/09/2026 06:00

Ricardo Stuckert

Integrantes da campanha de reeleição do presidente Lula têm passado os últimos dias debruçados sobre as peças do inquérito envolvendo o Banco Master.

Nesta sexta-feira (11/9), o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), levantou o sigilo de casos derivados das apurações sobre as fraudes financeiras envolvendo o Banco Master, de Daniel Vorcaro.

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Presidente Lula durante ato de campanha São José do Rio Preto (SP)
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O presidente Lula
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Presidente Lula
Reprodução/YouTube @LulaOficial
Entre as investigações que passam a estar disponíveis estão as relacionadas ao filme “Dark Horse”, ao ex-governador do Rio de Janeiro Cláudio Castro, ao senador Ciro Nogueira (PP-PI), a Jaques Wagner e ao Banco de Brasília (BRB).
Segundo apurou a coluna, a campanha de Lula acompanha o conteúdo que veio a público e pretende avaliar como as informações poderão ser exploradas politicamente nos próximos dias. A equipe prepara programas e inserções eleitorais que poderão abordar os desdobramentos das investigações e os personagens citados nos casos.
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Um dos nomes que está no radar da campanha é o do senador Flávio Bolsonaro. A avaliação é de que a divulgação de novos elementos das investigações pode abrir espaço para que o petista ataque adversários e tente associá-los a episódios que estejam sob apuração das autoridades.
A estratégia, no entanto, não ficará restrita ao caso Master. A campanha também prepara uma sequência de programas voltados a temas considerados prioritários para a disputa eleitoral.
Para este sábado (12/9), está prevista a exibição de um programa dedicado à segurança pública.
O tema deverá ganhar espaço cada vez maior na comunicação de Lula. A ideia é apresentar a proposta de criação do Ministério da Segurança Pública e defender uma participação mais efetiva do governo federal na coordenação das políticas de combate à criminalidade.
A campanha deve sustentar que a segurança pública não pode ser tratada apenas como uma atribuição dos governos estaduais. O discurso deverá reforçar a necessidade de uma atuação conjunta entre União, estados e municípios, com compartilhamento de informações e definição de estratégias nacionais.

