6 partidos e coligações políticas procuram a partir deste sábado 12 de setembro, convencer os eleitores a votar nas eleições legislativas, autárquicas e regionais.

O povo vai às urnas no dia 27 de setembro para escolher os seus representantes na Assembleia Nacional. O partido ou coligação partidária que eleger o maior número de deputados estará em melhor posição, para formar o próximo governo.

O mesmo acontece nas eleições autárquicas na ilha de São Tomé. O partido que eleger a maioria de representantes para a câmara distrital, pode depois escolher um dos seus membros para presidir a câmara distrital.

Na ilha do Príncipe, os eleitores da região autónoma elegem no dia 27 de setembro os deputados à Assembleia Regional. O partido que o povo do Príncipe der a maioria de deputados, indicará um dos seus membros para presidir o governo regional.

No sistema democrático instalado em São Tomé e Príncipe, o único órgão de soberania eleito directamente pelo povo é o Presidente da República.

Nas eleições legislativas, o povo vota apenas nos partidos políticos, e depois é confrontado na Assembleia Nacional com deputados com os quais não se revê. Durante a campanha eleitoral, como ocorre neste momento, os partidos políticos não apresentam ao eleitorado a lista nominal dos seus candidatos a deputados. O povo vota às cegas, pensando que está a escolher o governo, quando na verdade está a eleger o seu representante à Assembleia Nacional.

Os partidos e coligações partidárias estão a partir de hoje, e de forma oficial a caçarem os votos.

No distrito de Água Grande, o mais populoso do país, estão em disputa 13 mandatos à assembleia nacional. Em Mé-Zochi o segundo mais populoso são 10 mandatos em disputa.

Os distritos de Cantagalo e Lobata que nos últimos anos registaram aumento da população viram o número de mandatos a deputados subir para 7.

No distrito de Lembá, no norte da ilha de São Tomé, a população vai eleger 5 deputados à Assembleia Nacional. O mesmo acontece com o distrito que preenche a região sul da ilha de São Tomé, Caué, onde vivem cerca de 7 mil são-tomenses.

Na ilha do Príncipe, região autónoma com cerca de 9800 habitantes, os eleitores escolhem também 5 deputados para a Assembleia Nacional.

Os mais de 60 mil são-tomenses que residem na diáspora começaram a participar nas eleições legislativas no ano de 2022. A diáspora são-tomense no continente africano elege 1 deputado e os cidadãos que estão radicados na Europa escolhem 1 deputado à Assembleia Nacional.

Abel Veiga

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