O senador Sergio Moro (PL-PR) se justificou nesta quinta-feira (15/10) após não ter votado a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) do fim da escala 6×1, que foi aprovada no Senado nessa quarta-feira (14/10), numa vitória do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), desafeto do ex-juiz da Lava Jato.O governador eleito do Paraná afirmou que “o período eleitoral não é o momento adequado para esse debate” e, por isso, não votou em nenhum dos dois turnos.“Sempre defendi que um tema tão sensível como a alteração da jornada de trabalho, com impactos diretos sobre trabalhadores, empresas e a economia, fosse discutido com amplitude, profundidade e diálogo”, afirmou o senador paranaense em publicação no X.O texto do fim da escala 6 x 1 foi aprovado em dois turnos no Senado Federal. Foram 75 votos favoráveis e um contrário – do senador Hamilton Mourão (Republicanos-RS).3 imagensFechar modal.1 de 3O Senado Federal aprovou, em 1⁰ e 2⁰ turno, a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que prevê o fim da escala de trabalho 6x1.KEBEC NOGUEIRA/METRÓPOLES @kebecfotografo2 de 3Proposta foi aprovada na Câmara dos Deputados em maio, e só veio a ser votada no Senado em outubroBruno Spada/Câmara dos Deputados3 de 3Relator da PEC do fim da escala 6x1, senador Omar Aziz, e presidente do Senado Davi AlcolumbreKEBEC NOGUEIRA/METRÓPOLES @kebecfotografo Leia também BrasilTrês senadores do PL se abstiveram de votar fim da 6×1. Veja quem são Minas GeraisDefensor do fim da 6×1, Cleitinho cobra contrapartida a empresas BrasilDólar abre a R$ 5,06 com pesquisas e fim da escala 6×1 no radar Minas GeraisFim da escala 6×1 ameaça empregos e encarece produtos, diz Fiemg Além de Moro, dois senadores se abstiveram de votar a PEC nos dois turnos da alta Casa do Legislativo – Rogério Marinho (PL-RN) e Márcio Bittar (PL-AC). Após a aprovação na Câmara e no Senado, a PEC segue para promulgação do Executivo. A expectativa do governo Lula (PT) é que a promulgação seja feita ainda esta semana.Após isso, há um prazo de dois meses para que passem a valer os dois dias de folga por semana e a redução da jornada semanal de 44 para 42 horas. Depois de um ano, o teto será de 40 horas semanais.












