O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, alterou, neste mês, o questionário de registro de pesquisas eleitorais. A mudança ocorre três meses após a Corte suspender um levantamento do Instituto AtlasIntel e cobrar mais detalhes da metodologia dos estudos.As novas regras começam a valer em 5 de novembro, um dia após o primeiro turno das eleições. Os dados dos levantamentos deverão ser apresentados de forma mais padronizada e detalhada. Leia também Manoela AlcântaraZanin manda liberar sites do TSE e e-Título a quem ficar sem dados móveis BrasilFlávio Bolsonaro pede ao TSE cassação da chapa de Lula por abuso de poder Andreza MataisFachin reúne ministros diante de temor de crise do STF contaminar o TSE Igor GadelhaTSE barra ao menos dois pedidos de observadores internacionais Todas as pesquisas deverão estar sujeitas a um questionário de nove páginas, que exige, por exemplo, especificar os municípios onde foi feita e o registro exato de data e hora do início e do fim das entrevistas.Os institutos também deverão informar: Representatividade e amostra – Descrição da população representada, classificação do plano amostral, tamanho projetado da amostra, nível de confiança e margem de erro máxima esperada;Procedimentos de campo – Base ou método utilizado para acessar o eleitorado e indicação sobre o uso de mídias (como áudios, vídeos ou imagens) na aplicação da entrevista;Estrutura do questionário – Informações sobre a ordem de apresentação das perguntas aos entrevistados.No ofício que traz as mudanças, Kassio Nunes Marques destacou que os “aprimoramentos” no Sistema de Registro de Pesquisas Eleitorais, o PesqEle, devem ampliar a padronização e o detalhamento das informações metodológicas.Na plataforma, é possível consultar dados como metodologia, período de realização, tamanho da amostra, margem de erro, estatístico responsável e o questionário completo usado.“Com a implementação das novas funcionalidades, as empresas continuarão realizando o preenchimento dos campos atualmente existentes no sistema e passarão a fornecer informações complementares destinadas a detalhar aspectos metodológicos das pesquisas registradas”, diz por meio do documento assinado em 17 de setembro.4 imagensFechar modal.1 de 4Presidente do TSE, ministro Kassio Nunes MarquesHUGO BARRETO / METRÓPOLES@hugobarretophoto2 de 4Magistrado alterou as regras para divulgação de pesquisas eleitoraisKEBEC NOGUEIRA/METRÓPOLES @kebecfotografo3 de 4Alterações passam a valer em 5 de novembro, um dia após o primeiro turnoVINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES @vinicius.foto4 de 4Mudanças ocorrem três meses após TSE barrar pesquisa presidencialAgência BrasilSegundo o TSE, também será necessário informar a base usada para o levantamento e eventuais limitações de cobertura da pesquisa, além do uso de áudio, vídeo e imagens no questionário.A mudança, no entanto, é criticada por institutos. Por meio de nota, a Associação Brasileira de Empresas de Pesquisa (Abep) alegou que há preocupação na forma e no procedimento adotados para a introdução das novas exigências.“Embora parte dessas informações esteja relacionada a obrigações já previstas na regulamentação eleitoral, o nível de detalhamento agora exigido representa, na prática, uma ampliação relevante do conteúdo atualmente prestado no registro das pesquisas e demanda adaptações técnicas e operacionais por parte dos institutos”, argumenta a entidade.Pesquisa barradaEm 8 de junho, o presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, determinou a suspensão da pesquisa da AtlasIntel após um pedido do Partido Liberal (PL), que alegou indícios de comprometimento da metodologia adotada pelo instituto.Para o magistrado, há indicativos de que “a pesquisa possa ter extrapolado os limites da regular aferição estatística”.O levantamento foi divulgado após a revelação de conversas entre o candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) e Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, sobre o financiamento do filme Dark Horse, que contará a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro.













