Sayyed Abol-Ghasem Mostafavi-Kashani (Persa: سید ابوالقاسم کاشانی Abu’l-Qāsem Kāšāni; 19 de novembro de 1882 – 14 março de 1962[) foi um político e aiatolá iraniano e Shia Marja. Ele desempenhou um papel importante no golpe de 1953 no Irã e na queda do primeiro-ministro Mohammad Mosaddeg
Primeiros anos Seu pai, o aiatolá Hajj Seyyed Mostafavi Kashani (persa: آیت الله حاج سید مصطفوی کاشانی), foi um famoso estudioso do Islã em sua época. Abol-Ghasem foi treinado no Islamismo xiita por seus pais religiosos e começou a estudar o Alcorão logo após aprender a ler e escrever. Aos 16 anos, Abol-Ghasem foi para um seminário islâmico estudar literatura, língua árabe, lógica, semântica e fala, bem como os princípios da jurisprudência islâmica, ou Fiqh. Continuou seus estudos no seminário em Najaf, no Alcorão e nos Hadiths conforme interpretados na sharia, obtendo seu diploma em jurisprudência aos 25 anos.
Vida posterior
Vida pessoal Kashani teve 3 esposas e 19 filhos, incluindo 7 meninos e 12 filhas. O seu filho, Mostafa, morreu em um acidente em 1955; o recém-nomeado primeiro-ministro, Hossein Ala'', escapou de uma tentativa de assassinato no funeral. Segundo a inteligência britânica, por volta dessa época dois de seus filhos estavam envolvidos em um negócio lucrativo de compra e venda de licenças de importação e exportação para mercadorias restritas. Outro dos filhos de Kashani, Mahmoud Kashani, tornou-se chefe da delegação iraniana no Tribunal Internacional de Justiça em Haia, Países Baixos, no caso do Irão com os Estados Unidos, e candidato presidencial nas eleições presidenciais iranianas de 1985 e 2005. Seu segundo filho é Ahmad Kashani, ex-membro do parlamento iraniano.
Vida política e morte Abol-Ghasem expressou inclinações anticapitalistas desde o início de sua carreira e se opôs ao que via como "opressão, despotismo e colonização." Por causa dessas crenças, ele era especialmente popular entre os pobres em Teerã(o). Ele também defendeu o retorno do governo islâmico ao Irão, embora provavelmente por razões políticas. Devido às suas posições pró-nazis, o aiatolá Kashani foi preso e exilado pelos britânicos para a Palestina em 1941. Ele continuou a se opor ao controle estrangeiro, especialmente britânico, da indústria petrolífera iraniana enquanto estava no exílio. Após retornar do exílio em 10 de junho de 1950, continuou a protestar. Irritado pelo fa(c)to de a Anglo-Iranian Oil Company pagar muito menos ao Irã do que pagava aos britânicos, ele organizou um movimento contra ela e foi o "praticamente o único entre os principais mujtahids a aderir" ao primeiro-ministro nacionalista Mohammad Mosaddegh, em sua campanha para nacionalizar a indústria petrolífera iraniana em 1951.
Kashani serviu como presidente do Majles (ou câmara baixa do Parlamento) durante a nacionalização do petróleo, mas depois se voltou contra Mosaddegh durante o golpe de Estado no Irã em 1953. Documentos posteriormente divulgados pelo Departamento de Estado dos EUA em 2017 revelaram que a Embaixada Americana havia entregue secretamente grandes somas de dinheiro a certas pessoas influentes para organizar protestos de rua contra Masaddegh Kashani é mencionado de passagem, embora não seja especificamente nomeado como destinatário. . A sua participação em mobilizar apoio público a favor do golpe é citada por outros como motivo para acreditar que seu envolvimento foi garantido com o apoio da CIA. Kashani protegeu o grupo islamista violento Fada'iyan-e Islam, liderado por Navvab Safavi, após sua expulsão do seminário de Qom pelo aiatolá Hosein Borujerdi em 1950. O grupo então se envolveu em assassinatos públicos em Teerã(o) no início da década de 1950. Em 17 de fevereiro de 1956, um mês após a execução do Navvab Safavi devido ao assassinato de figuras seniores, Kashani confessou a um promotor do exército seu papel nesses assassinatos, afirmando: "Emiti a Fatwa para matar Razmara, pois eu era um Mojtahed qualificado." Depois, Kashani foi detido e, após sua libertação da pri[são, aposentou-se da política. Faleceu em 14 de março de 1962.
Referências
Bibliografia (em inglês) Ervand Abrahamian: Khomeinism: Essays on the Islamic Republic , Berkeley, California: University of California Press, 1993 (em italiano) Stefano Beltrame: Mossadeq. L'Iran, il petrolio, gli Stati Uniti e le radici della rivoluzione islamica, Soveria Mannelli, Catanzaro: Rubbetino, 2009.
Notas Artigo baseado na tradução do artigo homónimo na Wikipédia em inglês Media relacionados com Abol-Ghasem Kashani no Wikimedia Commons